Homero Zolli Constelações Sistêmicas

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O tédio


31/01/2012

Tédio significa esperar muito tempo, sem nada conseguir fazer. Gostaríamos de fazer alguma coisa, mas precisamos esperar até que possamos empreender algo. Então, em virtude do tédio, muitas vezes fazemos algo que, no fundo não nos interessa, apenas para matar o tempo entre dois momentos que haveria algo a fazer.

O tédio pode ser uma imposição do exterior, quando precisamos esperar por alguém ou por alguma coisa, sem o qual ou o que não podemos começar ou continuar alguma ação. Talvez nos sintamos contidos e aprisionados, como uma criança castigada ou um refém. Temos um impulso mas não podemos levá-lo a cabo, porque algo nos bloqueia, externa ou internamente.

Talvez, porém, o tédio nos leve a reflexão. Percebemos o vazio ou a falta de sentido do que estamos fazendo. Por ser desconfortável, o tédio nos obriga a uma mudança de orientação e a buscar algo que melhor nos convenha. Essa mudança, por si só, já empurra o tédio para segundo plano, na medida em que nos leva a planejar e a buscar um outro objetivo.

De mais a mais, quem conhece o recolhimento e sabe o que ele proporciona não sente tédio: não se deixa aprisionar e está sempre conectado.

“Bert Hellinger”

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