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28/08/2010 Vivência em Constelação Familiar
A vivência será realizada na Rua Engenheiro Alcides Barbosa,29 (jd América, próximo a esquina da av. Brasil com av. Rebouças)
Horário: Das 14h00 as 18h30
 
 

01/04/2010 O Preconceito

Chama-se preconceito associar algo que desconhecemos a algo que conhecemos – ou, pior ainda, a algo que igualmente desconhecemos.
Há preconceitos positivos e negativos. Despertamos de ambos quando conhecemos melhor o que desconhecíamos: por exemplo, quando passada a paixão – que é também um preconceito – vemos e temos de ver a outra pessoa como ela realmente é, em sua diferença. Isto prepara o caminho para uma avaliação que se abre para o outro e nos permite passar da estreiteza anterior para a abertura e a amplidão.
O preconceito sempre resulta de estreiteza e de juízos baseados em idéias e imagens familiares, portanto, limitadas. Isto é, aliás, o que acontece a todo juízo de valor, positivo ou negativo, pois separa uma coisa de outra e se fecha naquilo que o contraria. Pelo juízo de valor, introduzimos diferenças para explorar a multiplicidade. Isto, contudo, envolve apenas o intelecto, não a alma. Entretanto, é a alma que une os opostos e justamente nisso mostra a própria amplitude e força.
O que mais nos estreita é, naturalmente o preconceito negativo ou o juízo de valor, porque geralmente vem acompanhado de um sentimento de superioridade. Freqüentemente, também traz consigo o sentimento de indignação, associado a pensamentos e desejos de vingança.
Muitos preconceitos e juízos de valor resultam de olharmos os outros pelo viés de nossa consciência que divide as pessoas entre as que pode pertencer e as que devem ser excluídas. Eles também resultam de pensarmos que as pessoas diferentes são livres e que se tivessem boa vontade seriam iguais a nós. Mas nem eles nem nós somos livres, com nossos preconceitos e juízos de valor. Como eles, estamos enredados de muitas maneiras nos destinos de nossos antepassados e de nossos grupos.
Quando nos damos conta disso, ficamos cuidadosos e tolerantes, tanto em relação aos outros quanto em relação a nós mesmos e a nossos julgamentos.
Então, talvez, consigamos esquece-los.

Fonte:
Livro – Pensamentos a caminho
Bert Hellinger
Editora Atman

 
 
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